Quem inventou a lente de contato?

A busca pela invenção do melhor dispositivo possível para corrigir a visão deficiente de muitas pessoas levou à criação da lente de contato moderna. Ao longo da história, as lentes de contato conseguiram evoluir de dispositivos simples, inicialmente usados apenas para experimentos científicos, até as lentes gelatinosas, flexíveis e seguras que podem ser usadas por qualquer pessoa.

A história das lentes de contato começou com as investigações científicas de Leonardo da Vinci sobre a natureza da luz e das lentes em geral. No entanto, ele não concebeu nenhum plano para ajudar as pessoas com visão ruim, mas apenas apresentou alguns exemplos científicos de manipulação da luz.

Foi somente séculos depois das investigações de da Vinci que mentes brilhantes tiveram a ideia de aplicar suas descobertas na correção da visão de pessoas com problemas oftalmológicos, como veremos ao longo deste artigo.

As diversas ideias que levaram à invenção da lente de contato

Em 1887, um médico alemão chamado Theodor Samisch atendeu um paciente cuja pálpebra inferior havia sido destruída por um câncer, deixando sua córnea exposta e desidratada e seus cílios curvados para dentro. Para preservar a visão do paciente, Samisch contratou dois irmãos especializados na produção de olhos artificiais.

Os irmãos produziram uma concha protetora de vidro soprado à mão, transparente no meio e opaca na borda, com fios avermelhados como vasos sanguíneos. “Usei o vidro fornecido por vocês continuamente, dia e noite, e minha visão está muito boa”, escreveu o paciente aos irmãos anos depois.

A ideia de usar um vidro curvo para corrigir problemas de visão existia desde pelo menos 1827, quando John Herschel propôs que uma cápsula de vidro cheia de geleia animal poderia corrigir uma córnea irregular. Mas ninguém essa ideia em prática até 60 anos mais tarde.

Em 1887, um estudante de medicina chamado August Muller pediu a um fabricante de microscópio em Berlim que criasse um dispositivo de vidro para corrigir sua miopia severa. Nesse mesmo tempo, o médico suíço Adolf Eugen Fick testava designs de lentes de contato em coelhos, em colegas e até em si mesmo.

O surgimento da lente de contato moderna

As primeiras lentes de contato eram bem maiores do que as que temos hoje e muito menos confortáveis. Por conta disso, os primeiros usuários costumavam suportá-las por períodos de tempo muito curtos, sem falar que relatos de irritação ocular eram constantes.

Eventualmente, a falta de oxigênio na córnea ocular levou alguns usuários de lentes de contato a apresentarem certos problemas na visão, incluindo o avistamento de luzes que pareciam ter halos coloridos. Aos primeiros sinais dessa condição, conhecida como “véu de Sattler”, os pacientes passaram a aconselhados a remover as lentes a cada uma hora.

Aparentemente, um plástico mais macio poderia tornar esses problemas menos intensos. Com isso em mente, na década de 1950, um químico tcheco chamado Otto Wichterle inventou um polímero chamado HEMA e usou o material para criar lentes de contato mais flexíveis. Por conta disso, Wichterle é considerado por muitos o pai da lente de contato moderna.

É importante deixar claro que os usuários das lentes projetadas por Wichterle ainda sofriam com o véu de Sattler, mas não precisavam mais remover suas lentes constantemente. Em vez disso, eles poderiam simplesmente deslizar as lentes flexíveis para os lados dos olhos para dar uma “folga” às córneas.

Uma palavra final

Vale destacar que, no início dos anos 1980, um oftalmologista dinamarquês chamado Michael Bay desenvolveu uma maneira de produzir lentes descartáveis. Até então, as pessoas mantinham suas lentes até que elas estivessem tão sujas e degradadas que não pudessem ser utilizadas.

A invenção de Bay tornou as lentes de contato mais seguras e mais atraentes para o público em geral. De fato, a Johnson & Johnson comprou essa tecnologia e fez dele um multimilionário.

As lentes de contato em uso nos dias atuais são baseadas em um hidrogel de silicone que foi lançado em 1998. Elas têm uma permeabilidade maior ao oxigênio e são fáceis de produzir e usar pela população em geral.

E então, sabia todas estas coisas?

Vamos aprender, sempre! Conhecimento é sempre bem vindo. Lembre-se de deixar a sua opinião nos comentários e se tiver mais alguma curiosidade para compartilhar, estamos ansiosos para saber.

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