Por que os dentes não são considerados ossos?

Dentes e ossos são relativamente semelhantes e compartilham certas características entre si, incluindo o fato de que são as substâncias mais duras do corpo. Consequentemente, muitas pessoas acreditam que ambos são “praticamente a mesma coisa”, mas essa não é a história toda.

De um modo geral, dentes e ossos são duros, brancos e repletos de cálcio, mas isso não os tornam a mesma coisa. Seja pela aparência ou até mesmo pela forma como cicatrizam, os dentes são tecnicamente bem diferentes dos ossos do corpo.

Ao longo desse artigo, você vai ficar por dentro das principais semelhanças e diferenças entre ambos.

Dentes e ossos são formados a partir de compostos diferentes

Em termos básicos, os dentes são compostos de cálcio, fósforo e outros minerais. Os ossos também contêm cálcio, fósforo, sódio e outros minerais, mas eles conseguem se diferenciar notavelmente dos dentes porque consistem principalmente na proteína chamada colágeno.

O colágeno é um tecido vivo de rápida absorção que promove aos ossos uma estrutura bastante flexível que lhes permite resistir à pressão de diferentes atividades cotidianas. Para proteger o colágeno, o cálcio preenche o espaço ao redor dessa estrutura e transforma o osso em um tecido forte o suficiente para suportar o peso do corpo.

Por outro lado, os ossos ainda não conseguem ser tão fortes quanto os dentes. Amplamente considerados a parte mais dura do corpo humano, os dentes consistem principalmente de um tecido calcificado chamado dentina. Na prática, a dentina é coberta de esmalte, aquela camada dura e brilhante que você escova e que promove a resistência necessária para a devida mastigação de alimentos duros.

Processo de regeneração também ajuda a diferenciar dentes e ossos

O exterior dos ossos consiste principalmente de periósteo, uma membrana densa, lisa e escorregadia que reveste a superfície externa da maioria dos ossos, exceto nas articulações dos ossos longos que, em vez disso, consistem em uma espécie de cartilagem viscosa.

O periósteo é uma membrana extremamente importante para os ossos porque contém osteoblastos, que são células capazes de produzir um novo crescimento e reparo ósseo. É por isso que se você vier a fraturar um osso, ele poderá ser devidamente regenerado. Já o esmalte dentário, infelizmente, não tem os mesmos poderes regenerativos. Ao contrário dos ossos, os dentes não podem se curar ou voltar a crescer após quebrados.

Quando um osso fratura, novas células ósseas “correm” para preencher a lacuna e reparar a fratura, mas um dente rachado ou quebrado pode exigir um tratamento de canal ou até mesmo extração total.

Outras diferenças

Uma outra diferença notável entre dentes e ossos é que a medula óssea produz glóbulos vermelhos e brancos, enquanto os dentes não. Os ossos recebem seu suprimento de sangue através de uma série de artérias que passam pelo periósteo do osso até a medula óssea interna.

Embora o núcleo sangrento de um dente que foi arrancado possa parecer uma medula, ele é na verdade algo chamado “polpa dentária”, que é a porção viva de cada dente que contém nervos, artérias e veias. Na prática, são esses os nervos que nos fazem sentir dores de dente causadas por cáries ou quando comemos algo muito quente ou muito frio.

Uma última diferença é que nossos dentes estão sempre expostos, enquanto os ossos costumam ficar bem guardados sob nossa pele. Portanto, embora você possa ocasionalmente usar produtos de clareamento para manter seus dentes no tom mais branco possível, pelo menos você não precisa se preocupar com o amarelamento dos seus ossos.

E então, sabia todas estas coisas?

Vamos aprender, sempre! Conhecimento é sempre bem vindo. Lembre-se de deixar a sua opinião nos comentários e se tiver mais alguma curiosidade para compartilhar, estamos ansiosos para saber.

Total
0
Shares
Artigo Anterior

O que faz um assistente executivo?

Próximo Artigo

Por que sentimos mais sono em dias chuvosos?

Postagens Relacionadas