O que é fadiga por compaixão?

A compaixão é uma emoção humana básica muito importante. Quando sabemos que alguém passou ou está passando por uma experiência traumática, muitas vezes sentimos e expressamos sentimentos de simpatia e preocupação por ela. Isso é parte do que nos torna humanos. No entanto, você já se perguntou se podemos “ficar exaustos” ao sermos continuamente compassivos?

A resposta curta? Sim, podemos, e o nome usado para descrever esse tipo de condição é “fadiga por compaixão”, como veremos ao longo deste artigo.

O que exatamente é a tal “fadiga por compaixão”?

Em termos simples, a fadiga por compaixão é a capacidade gradual e reduzida de sentir compaixão pelo sofrimento de outra pessoa. Quando uma pessoa é constantemente exposta ao sofrimento de outros indivíduos, ela experimenta esse trauma através dos olhos da vítima. O problema é que, com o tempo, isso pode levar à diminuição da capacidade de sentir compaixão pelo sofrimento alheio.

A fadiga da compaixão é um risco ocupacional considerável em áreas como enfermagem, terapia, saúde e serviço social, pois o profissional ligado a esses campos possui contato regular com pessoas em situações de sofrimento. Esses profissionais não estão apenas expostos às vítimas, mas também têm a responsabilidade adicional de cuidar delas e ajudá-las.

Mesmo nessas áreas, a fadiga por compaixão ocorre com mais frequência entre os profissionais que lidam com traumas comparativamente graves, como enfermeiras em unidades de tratamento de câncer e cuidados paliativos, profissionais de saúde mental que lidam com vítimas de abuso, etc.

Vale destacar que o público em geral também pode sofrer de fadiga por compaixão. Até mesmo assistir regularmente ao noticiário, por exemplo, pode levar a essa condição. Embora os efeitos da fadiga por compaixão não sejam tão fortes nas massas como nas profissões orientadas para o trauma, o público em geral ainda pode experimentar uma capacidade reduzida de ser compassivo.

Quais são os efeitos dessa condição?

Como já foi citado anteriormente, o efeito mais óbvio tende a ser um sentimento reduzido de compaixão. Além disso, efeitos mais sérios e graves também são possíveis. Estes podem ser categorizados como efeitos emocionais, cognitivos e físicos.

Os efeitos emocionais incluem ansiedade, depressão, culpa, medo, raiva, entre outros. Além disso, a pessoa também pode apresentar alterações de humor, irritabilidade, sensação de retraimento, isolamento, opressão, exaustão ou esgotamento, e pode se tornar excessivamente sensível.

Os efeitos cognitivos podem se manifestar como apatia, redução da sensação de autoestima, dificuldade de concentração, perda de memória, comprometimento do comportamento e senso de julgamento, etc. Já as manifestações físicas costumam incluir distúrbios do sono, dores de cabeça e perda de apetite.

Como profissional de saúde, a fadiga por compaixão pode prejudicar sua capacidade de fornecer cuidados adequados aos pacientes. Se não for controlada, a fadiga por compaixão pode exigir medidas drásticas, como uma mudança de emprego ou de carreira.

Como mencionado antes, a maior parte da população geralmente não experimenta efeitos tão graves, mas mesmo uma capacidade reduzida de compaixão e apatia pode trazer consequências significativas.

Na prática, isso pode dessensibilizar as pessoas, bem como criar uma atmosfera de medo. A fadiga da compaixão também pode impedir que os indivíduos participem do desenvolvimento ativo de suas comunidades.

Como a fadiga por compaixão pode ser prevenida e controlada?

O primeiro passo para evitar a fadiga por compaixão é a consciência do problema. Aceitar e compreender os sentimentos de fadiga da compaixão pode ajudá-lo a lidar melhor com ele. A atenção plena e a vida no momento presente também podem ser úteis, o que pode vir na forma de meditação, atividade física ou um hobby que o conecte ao presente.

Quando falamos sobre o cansaço da compaixão em profissionais, é importante manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Tão importante quanto fazer o seu trabalho com dedicação, é igualmente necessário desligar e fazer uma pausa. Quando um profissional começa a sentir fadiga por compaixão, tirar algumas férias do trabalho pode ser muito benéfico.

Contar com a ajuda de um mentor também reduz as chances de sofrer com a fadiga por compaixão. Um especialista pode oferecer a oportunidade de falar sobre os seus sentimentos e de os expressar a alguém quando se sentir oprimido. Conectar-se com colegas também melhora suas habilidades de enfrentamento, lembrando-o de que você não está sozinho.

Para o público em geral, é importante aceitar e falar sobre seus sentimentos. Moderar o tempo gasto com a visualização de notícias e mídias sociais também pode ser uma boa estratégia para cuidar de si mesmo.

E então, sabia todas estas coisas?

Vamos aprender, sempre! Conhecimento é sempre bem vindo. Lembre-se de deixar a sua opinião nos comentários e se tiver mais alguma curiosidade para compartilhar, estamos ansiosos para saber.

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