Crítica | The 100 sem rodeios

A primeira vista The 100 pode parecer apenas mais um típico seriado adolescente, mas não é. Acredite nisso.

Num futuro não tão distante, a Terra sofreu uma guerra radioativa e a vida no planeta ficou insustentável. Com isso, líderes de diferentes países mandaram seus sobreviventes para viver no espaço em uma estação chamada de Arca. Agora, já se passaram quase 100 anos o que corresponde à estimativa de que o planeta pode novamente ser habitável, mas, não se sabe o que será encontrado por lá.

E no fim não era uma guerra!

Isso mesmo, Jordan estava de fato certo! Não era uma guerra e, sim, um teste. Teste do qual, em um primeiro momento, a humanidade não passou, Clarke acabou falhando. Contudo, Raven e Octávia salvam a pátria e a humanidade consegue passar e, enfim, transcender.

A pedra da anomalia não só faz as pessoas viajarem entre planetas, mas pelo visto entre planos existenciais. Mas isso também não foi explicado. Como também ninguém sabe quem foi que criou essas pedras, se tem alguém por trás disso ou é apenas essa luz misteriosa mesmo…

No final, todos, exceto Clarke, acabaram transcendendo. Não só o povo de Bardo, como todo mundo que estava nos outros planetas. Até mesmo Murphy e Emori que estavam dividindo um corpo, pois a Emori “morreu” no começo do episódio.

Não teve um desfecho?

Ressaltando aqui que “o ser de luz”, que aparece para aplicar o teste, assume a forma da pessoa que foi mais importante na vida daquele que está o enxergando. Para Cadogan, foi sua filha, para Raven a Abby e para Clarke, foi a Lexa.

Clarke então encontra seus amigos e a cena finaliza com um pequeno detalhe. A própria Clarke está desenhando na Arca, lá no primeiro episódio da temporada, nos fazendo pensar: foi tudo imaginação ou é apenas ele dizendo que no fim ela acabou encontrando a paz na Terra como sonhava?

Foi um final digno de The 100?

Acredito que pela temporada toda ter sido problemática, cheia de erros, com muitas coisas desnecessárias e uma promessa de algo surpreendente o último episódio foi, sim, aceitável. Ainda levando em consideração que tinham apenas quarenta e cinto minutos para encerrar tudo, foi um final aceitável por conta da temporada em si.

Agora, vendo em um contexto geral da série, foi não só um final, mas uma temporada muito a quem das outras. Transcender foi algo completamente inverso do que The 100 sempre mostrou nas outras temporadas, que não existiam “good guys”, boas pessoas; que não existia um céu ou um inferno. Acredito que se eles tivessem explicado cientificamente a transcendência iria ficar muito mais claro.

Contudo, tem algumas pessoas que acreditam que faz o total sentido, pois todas às vezes que algum deles “pessoal do espaço” morria, eles recitavam aquele poema sobre se encontrarem novamente em uma nova vida. Será que na verdade, a Arca tinha algum tipo de crença ou tecnologia que os fizessem acreditar nisso? Ou foi apenas algo bonitinho para se dizer na morte de alguém?

Bom, infelizmente, nós nunca teremos respostas, pois The 100 acabou em seu centésimo episódio e não tem chances de ter uma outra temporada. E você, gostou do final?

E então, sabia todas estas coisas?

Vamos aprender, sempre! Conhecimento é sempre bem vindo. Lembre-se de deixar a sua opinião nos comentários e se tiver mais alguma curiosidade para compartilhar, estamos ansiosos para saber.

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